Fantasmas na Terra

Fotografia de Vitor Reinecke
(www.olhares.com/VITORREI)
(www.focusnatura.com)
Sempre houve fantasmas e sempre haverá fantasmas. É tão certo como haver vida aqui na Terra.
Todos os seres vivos são compostos por duas coisas: a parte que vive e respira, e a parte espiritual. Normalmente, quando a parte que vive e respira deixa de respirar e de viver, a parte espiritual separa-se do corpo e parte desta Terra em direcção ao Além, ao Outro Mundo, à Outra Vida, ou o que lhe queiram chamar. O problema é que nem todos partem de forma pacífica, chegando ao ponto de nem sequer partirem de todo.
E é aí que os sarilhos começam.
Há quem permaneça entre esta vida e o Outro Lado, mesmo depois de ter morrido, e de o seu corpo se ter transformado em pó. Por qualquer razão, não conseguem – ou não querem – fazer a travessia e ficam por cá, alguns deles durante séculos. Há muito que deixaram de existir e no entanto, continuam a existir, embora não no mesmo plano existencial que nós. Estão entre vidas, perdidos num limbo sem fim, donde não há saída possível, a menos que sejam ajudados. O que é problemático, dado que nem sempre os conseguimos ver, e eles nem sempre conseguem ver-nos a nós.
Eu diria que, sem qualquer tipo de treino, apenas um por cento da população mundial consegue vê-los sem esforço. Significa isto que há no mundo inteiro cerca de sessenta milhões de pessoas que conseguem vislumbrar estas presenças do Além. Destas sessenta milhões, sabem quantas é que mantém a sanidade mental depois de terem um encontro com uma dessas aparições?
Muito, muito poucas.
Como assim, isso é verdade. Fantasmas. Os meus parentes falam disso.
Imagino que sim, Thamires.